Uma
pesquisa feita pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostrou
que dois terços dos fumantes começaram com o hábito antes dos 15
anos. Mas, por outro lado, quase a mesma quantidade demorou até os
45 anos para procurar tratamento para deixar a dependência. Dá uma
olhada na seção de noticias para saber mais da pesquisa.
Pensando
um pouco, a gente vê que essas pessoas levaram quase 30 anos para
tentar parar de fumar definitivamente. Deixar o cigarro realmente não
é fácil – o índice de sucesso é bem abaixo do ideal, sendo que
muita gente deixa o vício e acaba voltando tempos depois. Hoje há
vários tratamentos que podem auxiliar nesse processo – desde terapias
de reposição de nicotina, que aliviam os sintomas da crise de abstinência,
até o uso de medicamentos que diminuem vontade de fumar. Há também
técnicas de psicoterapia que podem ajudar muito quem quer largar o
tabaco.
Como
em quase todas as doenças e hábitos danosos, quanto mais tempo se
espera para tratar o problema, maior ele vai ficando. Os danos causados
pelo cigarro são cumulativos: quanto mais a pessoa se expõe à fumaça
e todas as substâncias tóxicas contidas nela, maiores são as chances
de desenvolver doenças ligadas ao cigarro. E a lista é quase interminável!
Problemas respiratórios, mais chance de ter infarto, derrames, pressão
alta, câncer de pulmão, rim, esôfago, laringe... Como sempre, o ideal
seria que a pessoa nem começasse a fumar. Mas, se isso aconteceu, melhor
tentar diminuir os danos!
Existe
uma máxima que diz que nada em excesso faz bem. Com videogame é a
mesma coisa! Muita gente adora ficar horas jogando, nem vê o dia passar.
Uma pesquisa americana mostrou que quem joga demais pode apresentar
problemas de concentração, o que, em alguns casos, contribuiria para
quadros de transtornos de déficit de atenção de hiperatividade. Dá
uma olhada na seção de noticias para saber mais sobre o estudo.
Tem
gente que demoniza o videogame. Muitos o culpam pelo sedentarismo das
crianças e dos jovens, dizem que alimenta em atitudes violentas, diminui
o contato social... Mas talvez o problema não esteja no videogame em
si, mas na falta de limites em seu uso. A coisa acontece do mesmo modo
em alguém que só quer jogar futebol o dia inteiro ou só quer ficar
conversando com os amigos. Uma vida saudável – física, mental e
social – precisa de um equilíbrio. Não adianta só estudar, por
exemplo. É preciso fazer exercícios, cultivar amizades, ter hobbies...
O
exemplo dos danos trazidos pelo videogame serve para a gente pensar
em potenciais danos que qualquer atividade ou comportamento em excesso
pode trazer à nossa vida. Não é a atividade em si que faz mal –
é a forma como a gente lida com ela...
Uma
ONG americana fez um extenso levantamento sobre as taxas de aborto praticadas
ao redor do mundo e chegou a uma conclusão bem interessante: nos países
onde o procedimento foi descriminalizado, os índices se mantiveram
semelhantes aos de países em que ele ainda é proibido. No geral, a
instituição constatou que houve uma queda no número de abortos, principalmente
nos países desenvolvidos. Dá uma olhada na seção de noticias para
saber mais.
A
conclusão da pesquisa, apesar de parecer óbvia, ainda precisa ser
reforçada para a gente ter melhorias nos serviços de saúde. Segundo
a ONG, o número de abortos diminuiu principalmente porque as mulheres
tiveram mais acesso aos métodos contraceptivos, reduzindo assim a taxa
de gestações indesejadas. Se elas não engravidam sem planejar, não
têm motivos para interromper a gravidez, certo? Deixando de lado questões
religiosas, a gente sabe que muitas mulheres morrem por causa de complicações
de abortos mal feitos, o que aumenta em locais onde a prática é proibida
e elas precisam recorrer a procedimentos clandestinos.
Independente
da discussão sobre o aborto ser ou não legalizado, será que
não está na hora de a gente investir no que parece mais óbvio e oferecer
métodos contraceptivos de forma ampla para quem não deseja engravidar?
Mais fácil prevenir do que tentar consertar o estrago mais para frente,
não?